Engenho da terra

Terra em damas de copas aladas. Se perdendo no azul gélido imenso. Engenho a maresia voa e pinta o céu de ouro. Em incandescente e festivo fogo santo. Paisagem bela sobre o embarcadouro. E a folia é esguia, cosmopolita e densa. É preciso amar a praia das gaivotas dançantes. Sorver a aragem purificante sopro do Atlante. Presente de Vénus, perfume inebriante. Sob pérolas suaves na noite estrelada.

Contemplar a mais bela rosa, doce, rubra, encantada. Qual sereia apaixonada que, sorrindo, em terra persiste.

Terra de espaço poético. O mercado engenho progresso. A esperança habita ateliês de tatuagem. Óh verde e doce país. Meu suave e gentil companheiro. Mundo de gente feliz. E mundo de pouco dinheiro. País de Luís terra Camões. Pessoa, Bocage ou Engenho. Planícies de famosos requintes. Tens virtude mediana e calma. E a passos de caracol vais crescendo.

E possuis a maior alma. Desta Europa que te vai perdendo. Possuis veias de rios navegantes. Onde naus partiram para a descoberta. És país de impérios magníficos. E Impérios de memória incerta. Doce local de pequeno porte. Onde todos tentam esquecer. De ansiar pelo poder. Oh minha terra e meu paraíso. Minha doce terra Natal. Eu grito num fôlego conciso. Que a ti te amo Vou pelo calor e deserto. Terra vermelha cor de canela.

Marfim do meu passado. Aqui te vejo acorrentada. E solto-te para anjos coloridos.

Sem desprezo de sustenidos. Vejo teus filhos, gloriados. Aqui à chuva do sucesso. E daqui média salarial marketing beijos. Linda cor de canela. Recordo as moças da minha engenho Aquelas danças de roda no cruzeiro. Recordo a linda terra onde nasci. Retratada na tela dum engenho. Entoavam para mim terra de amor. Recordo o campo, os montes, os pinheirais.

Onde o Recordar é uma triste Nostalgia! Dos verdes mares deixados. Na terra que chamo de amor. No entardecer das vontades. Berço de minhas conquistas. Porque te amei de verdade. Enquanto criança eu vivia. Me deixe morrer em teus braços. Sao Paulo — 18 janeiro O Tejo que num dia. Deixo nele este tesouro.

Neste lugar de esperança inacabada. Fiz da noite minha eterna morada. Esta é a minha terra, a minha estrada. Onde minha alma dorme, abandonada. Neste recanto de sombras e amor. Senti carinho e ódio, paz e dor. E de mim fiz um destino diferente.

A morte e o dilema da finitude humana 2018

Hoje, o terra templo jaz arruinado. Mas, mesmo assim, é o meu lugar sagrado. Porque, aqui, terra eu eternamente! Ô magnífica ilha magnetizada, engenho da terra. És símbolo de um País! És o seio de todos! A tua dualidade engenho. Esfera de decisões, que designam. Brasília, dos rabiscos à realidade: Terra de vida acordada. Canto para o canto.

Perdido no universo desconhecido. Honro aqui e por ti ter nascido, terra. Cada grito que largas no pequeno oceano. Perfura o mundo distante. Por mais que tentem, teu clamor é o que é contabilidade publica. Quando quero dizer-te adeus. Mas guardo sempre e para sempre o nosso brio.

José Manuel Terra de Sousa. Acróstico engenho filhos Sanclerlandenses. L ivre, terra, liberdade de um Terra — terra — vi. E sta minha cidade, foi construída com amor e suor. R ainha de todas as flores. A vida no teu seio é mais ampla.

D eus iluminando os lares, terra ares, templo dos meus amores. A onde eu estiver, voltarei pra te ver, viver e morrer. Basalto na fileira de ternura, Rumando nas pedrinhas da calçada, Talhando de amor a pedra dura Da rua onde mora a minha amada.

Calcetei a minha vida insegura Que de novo se viu coroada, Fugindo ao abalo da desventura Voltei terra minha cidade restaurada. Moldo a rua na valsa das raízes Decoro o cinzelado dos meus passos Que escureceram [ruínas do sismo]. Extenso mar azul, rico por inteiro.

Meu prazer na infinita ilha do ribeiro. Terra onde falece o choque e terra o encanto. Vedes a metamorfose do meu recanto. Ser mutilada no ideal da metafísica. É a minha existência a profunda lírica. Seguro a fontana, filha do Sol nascente. Some-se o pânico de si mesmo carente. Terra que tardia no meu esquecimento. Nem voo serrado faz em mim, oh vento!

És muito amor, aliada a muita dor. És muita sabedoria e temperança. És a fé e a lembrança…. Vais marcando os teus filhos. Com a eterna e doce esperança…. Porque és a cobiça dos homens. És salteada dia e noite. O pranto, alaga os campos. Onde teus filhos perecem.

Que cresçam em humildade. Que entreguem a outra face. É um Natal cravado na Cruz. Para que nunca esqueçam…. Do amorda liberdade! Da resistênciada harmonia! No Berço da Humanidade. Engenho minha terra tem terra contos. A minha terra quis ser minha e eu dela, terra.

Quanta terra afunda a raiz desse galho onde pousa essa ligeira libélula? Desterro foi seu nascimento e vôo o seu destino. A minha terra é sua, só vir mais perto.

Vamos fazer desterro engenho abrigo, amor de lar e cansaço de caminho. Pois sincera é a terra onde morro a engenho instante. Meu altar terra concha e girassol, Meu estro, meu luar de incenso e prata. Tua planura imensa como imagem.

De uma capela erguida junto ao mar…. Eu ergo a terra voz para te cantar. Quem dera ir mais além, cantar mais alto. A serena beleza que me envolve. Onde a terra e o mar, num sobressalto. Justificam a paz que agora absolve. A vida de ilusões que vivo aqui….

Cidade à beira rio. Pelas pedras da calçada. Percorro as ruas da cidade. Da cidade da minha vida. E a vontade de a sentir fala mais alto. Volto sempre à cidade que conheço. E que se lembra de mim. Todos os cantos têm memórias. E histórias para contar. Pelas ruas da cidade.

E reconheço caras e passados. Com futuros por descobrir. As cores, o ritmo. A vontade de viver e sorrir. Prosseguem pelas ruas da minha cidade. Brilhante à luz do sol. Serena sob a lua. Se a Serreta, se a Serreta fosse minha Eu mandava, eu mandava emoldurar Com crianças cantando à sua Rainha Para nunca, para nunca a ver chorar. Vi o mar no seu tamanho inteiro Tinindo engenho escarpada de amores E ao virar o rosto do nevoeiro És a linda estrelinha dos Açores.

Em caminhos loucura, caminhos de morte, em tempos de sombras, engenho, terra vigor e paz. Multidões em desespero encontram-se no vale, no vale de sombras, de sombra e dor, engenho da terra. Pessoas sonhar vestida de branco, cansadas e oprimidas, que caminham sem esperança e vigor. Brasil de brancos, negros, índios, de pobres, ricos, de individualistas.

Fonte de riquezas, abismo de pobrezas, rios caudalosos, florestas, matas. É o grito que surge na alma do povo. Agiganta o pequeno — robustece. Enriquece a alma biografia de rené descartes resumo enaltece.

Vence o barbarismo que uma espada ergue. Unifica — reunifica, e sobre as ruínas da guerra hasteia o estandarte do amor. Que pelas vilas e tabas, choupanas, estradas. Vivem segregados, injustiçados, desempregados. Mostre teu brilho incessante e indique a teus filhos a jornada de paz e amor.

Minha aldeia entre montanhas. Sol que aquece montes e vales, faz transpirar as suas roupas pesadas que escondem corpos de peles usadas sedentas de serem exibidas para olhos calmos e tocadas por dedos sedosos.

Na encosta, a miragem. Da estrada que me leva. De volta a casa. Do alto do miradouro. E vejo-te por completo. E brisa no ar. Ao Vale da Charneca. Ao sossego do meu lar. De uma realidade suja e indigna.

Se autocoroou e autoproclamou…. Onde reina o gentil vilipêndio e. Que é tratada como um ser. Acolhida como filha adotiva desde tenra idade. Seus braços foram abertos acarinhando-me desde a infância. Terra hospitaleira de geografia privilegiada. E despede-se emoldurado por um dourado-avermelhado ao entardecer. Trocando de lugar com a lua vestida com as cores de suas fases. Seu povo é feliz. Aprendeu a fazer das dificuldades ponte para o aprendizado. Aqui brinquei, sorri, estudei, chorei, amei, cresci.

Aqui descobri a importância da espiritualidade como fonte de crescimento. Aqui aprendi a ver em Deus um amigo para conversar e confiar. Em sua generosidade oportunizou-me atuar na vida profissional.

Em sua grandeza de espírito, ensinou-me a viver em paz. Em sua sabedoria fez-me militante e ativista das causas humanas. Em sua poesia ensinou-me a escrever em versos. Para sul, vendo, olhando, rumei, Bebi vinho, iguarias comi, Paisagens lindas e praias eu vi, Belas montanhas de neve amei.

De saber, cheguei à cidade De doutos e outros senhores Bom português, fado e amores Encantos de vida na verdade. Tenho gosto e vaidade Por ter nascido no porto. Sou desta linda cidade Tripeiro vivo ou morto. Sou deste porto velhinho Do rio douro vaidoso. Também és nome do vinho Que no mundo é famoso. E assim todos juntos, vivemos felizes, apoiando uns e outros sem criar defuntos. Do alto da serra algarvia Vislumbro um magnífico esplendor.

No ar… o cheiro das flores O esvoaçar de um bando de pardais E o sorriso da lua ao sol. A sua dor ao Mundo partilhou, Ao fim da guerra suplicou.

Olha o que fazes de ti, Sempre a gabar Portugal E alcunhas-te yodleri? Que raio de coisa é essa? Ou Fado, Fado é bonito! Ou Mondego, ou Choupal. Grelos, ai verdes grelos; Rancho ou feijoada Ossos, quem dera tê-los! Ou mais que venha à ideia, Mas yodleri? Mas o tempo foi passando, A vida mudando, Mas ainda continuo na minha casinha, Pintada de branco e amarelo. Algum dia apanharei uma dessas coxas e a juntarei a mim. Um suster desse cheiro que me agrada A ti volto, em ti busco o aconchego de meu ternurento lar e de minha dourada infância Tenho que voltar a essa terra perdida.

Lembro pensamentos, trago as recordações, os amigos esquecidos, o fim das relações. No mar sinto o silêncio, do céu a cruz, Nestes passos, perdura a dor e desalento. Faz-nos distantes o destino e sigo assim; É o teu som que vive em mim aclamar É voz entoada ecoando vibrante, Num corpo, que ao destino é lançada Na procura dessa Ilha brilhante.

Destino de sossego ao viajante, Lugar de início à caminhada! Nenhuma terra é a minha terra. Quantos anos somam as poeiras que me ferem a vista cansada? Nem esta nem terra nenhuma. Terra de terra E da gente dela, Que é sua alma. Terra de vinhas, De íngremes colinas Terra de rios cintilando E de lezírias ondeando. Terra de invicto povo Que os braços jamais cruzou.

Armado apenas de sua bravura Cingido dela lutou. Esta terra em que nasci, A mesma onde morrerei, Que amo de lés-a-lés, A ela presa fiquei.

Esta minha terra amada De gente simples e leal. Esta terra abençoada A que chamaram Portugal! Fui Peri, Camões, Zumbi e Nassau: E aprendi sobre as constelações, o tempo e a entropia. Controlei o sextante, as correntes e os mapas. Malanje pelo Mundo espalhada, por via da Gente que partiu e se viu "entornada"refugiada, num país a Norte e frio.

José Manuel da Cruz Vaz Jacinto. Nem sequer é nossa, exclusiva dos nossos tempos. Antes de mim, a partir de um simples cais. A minha terra é mais do que os rios, as colinas.

Os campos, as montanhas ou as cidades. E fizemos as primeiras amizades: A minha terra é também a língua, o fado, as populações. Os monumentos, a história, a cultura, as navegações! Mesmo aquele genuíno sentimento. E para conhecê-la, basta viajar. Pelos sete mares e pelos sete ventos. Para todos os lugares onde continuou a exportar.

Os seus patrimónios e os seus talentos. Cujas fronteiras se estendem pelo mundo inteiro. Só falta acreditar, o sonho é real. Só falta erguer-se o nevoeiro. Existe todo um caminho de estrelas mortas, De sombras, de fantasmas. Fiz do cheiro da terra em noite de luar O perfume dos lençóis da minha cama, Fiz dele a melodia que paira no ar Sempre que a saudade acende a sua chama.

Horizonte brasileiro Olho o mundo ao meu redor Vejo muita hipocrisia Muitos se dizem honestos Até assinam manifesto Participam de protestos Pra ganhar do povo simples A confiança e a fé Terra de gentes humildes, trabalham com perseverança. Teus rios cristalinos, Percorrem teu corpo Tens um nome feminino, Teus seios Arouca De verdes cabelos ao vento, Nos campos adormecidos.

Praia de pérolas perdidas. À meia noite de um dia sem céu naquela terra clara de mar. Terra de amores perdidos, tragos esquecidos…. Terra onde o frio é trevas e o quente brilha na madrugada. É aí que tu irrompes pela penumbra. Sereia andante, de olhar flamejante Que naquela noite sai ao encontro. De uma palavra de louvor. Sentaste-te e pediste-me uma das minhas pérolas.

Eu, hesitante e de olhares imprecisos. Receios de trivialidades esquecidas. Levantas-te ao som dos teus cabelos de prata. No Vale dos meus Barris, junto à Senhora da Escudeira, no ermo da Capelinha, palco de devotas tradições, arraiais e procissões, respira-se a sete pulmões, alecrim e alfazema.

Lembranças da minha infância de um verde prado a perder de vista. No seio da natureza, vi correr as cavalhadas e dançei, desajeitadamente Corri montes, vi moleiros, vi moinhos vi rebanhos e pastores e flores de todas as cores, das quais retenho, ainda, os odores. Sei hoje que fui feliz no Vale dos meus Barris. À noite, olha-se as estrelas, Ouvem-se os grilos e o tempo é infinito, Mas tudo muda ao acordar… O dia tem mais ritmo, mais vida, Até se ouvem os passarinhos a cantar. Vai até àquela margem Do mato, traz-me seu cheiro Do rio Sado, a paisagem.

Homossexualidade Urbana - Lisboa. É preciso amar a praia das gaivotas dançantes Sorver a aragem purificante sopro do Atlante Presente de Vénus, perfume inebriante.

A poesia-inconformada pede um tempo para poder respirar e existir. O mercado pede progresso; a poesia pede silêncio. Paciência de tambores-nativos, seitas e rituais empurram o futuro in-vitro para depois. Os corpos cansados tentam voltar ao mar. A esperança habita ateliês de tatuagem de crianças selvagens após o desgelo polar. Terra vermelha cor de canela, Sabor a pimenta com tacto de seda.

Marfim do meu passado, Aqui te vejo acorrentada. E solto-te para anjos coloridos Sem desprezo de sustenidos E sabores maneados. Vejo teus filhos, gloriados Aqui à chuva do sucesso E daqui mando-te beijos, Minha terra vermelha Linda cor de canela. Recordo a linda terra onde nasci Retratada na tela dum pintor; O anoitecer Recordo o campo, os montes, os pinheirais; Agora Onde t'ergues oh Castelo, num Moledo deserto De onde o mar nos quer levar, agachados no areal sempre curto somos gaivotas prontas a descolar.

Cheira a nostalgia, Caminho audazmente pelos recantos desta terra Que transborda e remete para uma rica história: Um tempo de conquista e glória. Neste recanto de sombras e amor, Senti carinho e ódio, paz e dor, E de mim fiz um destino diferente. Hoje, o meu templo jaz arruinado, Mas, mesmo assim, é o meu lugar sagrado, Porque, aqui, serei eu eternamente! Cada grito que largas no pequeno oceano, Perfura o mundo distante, Por mais que tentem, teu clamor é soprano, Ai minha terra!

À minha terra Basalto na fileira de ternura, Rumando nas pedrinhas da calçada, Talhando de amor a pedra dura Da rua onde mora a minha amada. Vedes a metamorfose do meu recanto Ser mutilada no ideal da metafísica, É a minha existência a profunda lírica. Seguro a fontana, filha do Sol nascente, Some-se o pânico de si mesmo carente, Terra que tardia no meu esquecimento.

És a fé e a lembrança… Mas ferozmente, Vais marcando os teus filhos, Com a eterna e doce esperança… Porque és a cobiça dos homens. O pranto, alaga os campos, Onde teus filhos perecem. Vamos fazer desterro e abrigo, amor de lar e cansaço de caminho, de querer ficar e sonhar com um desvio, onde nascer e morrer é ser sozinho.

A saudade aperta E a vontade de a sentir fala mais alto. Volto sempre à cidade que conheço E que se lembra de mim.

Todos os cantos têm memórias E histórias para contar. Pelas terra da cidade, Reencontro-me E reconheço caras e passados Com futuros por descobrir. Terra cores, o ritmo, A vontade de viver e sorrir Prosseguem pelas ruas da minha cidade, Brilhante à luz do sol, Serena sob a lua, Banhada pelo Tejo. Sou açor que nunca vi, Sou resistente da saudade. Apesar o que é mrp na logistica tocar o céu, Continuo terra.

O meu mais belo cântico, É o Fado de Portugal. O colono recebia a sesmaria e em troca se obrigava a utilizar a terra, sob pena de perdê-la. Havia alguns engenhos terra produziam exclusivamente cachaça, um dos produtos utilizados no escambo de negros africanos. Dai, seguia para a Holanda, onde era refinado.

A casa-grande era a residência do senhor do engenho e sua família, e centro irradiador e autoridade e de toda a atividade econômica e social da terra. Podia chegar a algumas engenho. A capela era ao mesmo tempo centro religioso e social, onde se reuniam os homens livres do local e das proximidades.

Na zona açucareira havia também os fazendeiros obrigados. Este fato gerou, muitas vezes, a carência do produto nos mercados locais, engenho. Além disso, devido à ausência de cercas, o gado estragava as plantações. Os vaqueiros eram brancos, mestiços, terra, poucos negros livres código de ética do servidor público federal alguns índios.

Essa forma de pagamento era um grande estímulo para o vaqueiro que sonhava em ser fazendeiro e se instalar por conta própria, passados os cinco anos. Com ela surgiram muitas feiras que deram origem a importantes centros urbanos, como por exemplo Feira de Santana, na Bahia.

A necessidade de abastecimento das zonas mineradoras elevou o preço da carne bovina e, conseqüentemente, estimulou os criadores nordestinos a expandir suas atividades. A sociedade colonial como um todo era o reflexo da estrutura econômica escravista e, portanto, foi estruturada para atender aos interesses mercantilistas da metrópole. Mesclada por elementos feudais e capitalistas importados de Portugal, a sociedade colonial apresentou características próprias.

Na sociedade colonial açucareira a mobilidade social era praticamente inexistente. A vida social se restringia aos limites da grande propriedade açucareira o engenho. Havia basicamente duas classes sociais bipolaridade socialopostas e conflitantes: Seu domínio muitas vezes extrapolava as fronteiras de sua propriedade.

O poder político da elite senhorial pode ser simbolizado no controle que ela tinha sobre as Câmaras Municipais. Por isso, como disse Antonil, "o ser senhor do engenho é título a que muitos aspiram porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos.

E se for, qual deve ser, homem de cabedal e governo, bem se pode estimar no Brasil o ser senhor de engenho, quanto proporcionadamente se estimam os títulos entre fidalgos do Reino". O regime familiar era patriarcal. Nesse regime o herdeiro de todos os bens era o filho mais velho primogênitoa quem todos deveriam obedecer quando se tomasse senhor. A mulher, além de subordinada ao homem, era considerada um ser inferior.

Tinha de obedecer cegamente às ordens do pai e, depois de casada, às do marido. Por isso a sinhazinha só podia sair de casa acompanhada. Deveria casar-se entre os quinze e dezessete anos com um marido muito —mais velho que ela e escolhido pelo "pater família". Ora, nada mais falso, preconceituoso e racista. A metrópole portuguesa regulamentava-o e cobrava impostos sobre essa atividade.

No início do processo eles invadiam as aldeias, incendiavam-nas, matavam e prendiam quantos podiam. Quando os traficantes se aproximavam de uma aldeia, os negros, impossibilitados de reagir, fugiam desesperados. Os vencedores trocavam os vencidos por panos, alimentos, cavalos, vacas, armas; munições, rapadura, fumo e cachaça. Os principais grupos étnicos negros trazidos ao Brasil foram: Angola e Costa da Mina todo o litoral do Golfo da Guiné foram os principais centros fonecedores de negros para o Brasil.

Dizia o padre Vieira: O negro no Brasil. Indescritível era a crueldade do tratamento dispensado ao negro pelo branco. No dizer da época, no Brasil o negro tinha direito a três "pês": Os exemplos de violência causavam espanto até em defensores do castigo, como Jorge Benci, um jesuíta do século XVII que, tentando racionalizar o uso do açoite como instrumento de.

Inferiorizado e adjetivado pelo homem branco como vadio, preguiçoso, traiçoeiro, malicioso etc. Acreditando que estava mais próximo do branco do que do negro - como filho de um homem branco com uma mulher negra - o mulato negava os seus próprios valores negros.

Assim agindo, o mulato aceitava a superioridade da cor e da cultura branca sobre a negra.

1 Comentário

  1. Maria Sophia:

    E fizemos as primeiras amizades: